Quem sou eu

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Somos parte daqueles que entenderam o pedido de Jesus para que trabalhadores fossem enviados para a seara branca, pronta para colheita.

03 janeiro 2009

O outro não sou eu!!!


Viver em sociedade é ter a capacidade de olhar o outro. Essa proposição, mais ideal que real, nos faz pensar que somos desafiados diariamente a não satisfazer nosso ego.Quem convive, na realidade dos relacionamentos conflituosos, nunca está disposto a ver no outro o diferente, o diverso, o outro lado da moeda. Criam-se, nesses relacionamentos, expectativas de que o outro seja uma extensão de nós mesmos, do nosso desejo, do cumprimento de nossas satisfações, de nossas atitudes, até, de modo desesperador, almejamos que o outro seja aquele que vai dar o sentido a nossa existência.É justamente esse narcisismo que de fato nos entorpece. Impede-nos de ver o outro como um indivíduo, como uma identidade que só fará sentido na medida em que, unida a cada um de nós, formará o todo-cidadão que compõe uma comunidade.Só quando formos capazes de entender que as diferenças são, em todas as formas, riquezas multifacetadas do ser “ser humano”, estaremos aptos à convivência saudável. Não nos bastamos sozinhos, mas o complemento de nós mesmos é divergente daquilo que acreditamos ser o perfeito. Aguardar que o outro seja um títere de nossas frustrações é tão medonho quando ser um eremita que, admitindo sua culpa, satisfaz-se com a solidão, com a secura dos relacionamentos.Olhar o outro é, acima de tudo, aceitar nossas limitações como humanos, compreender a nossa mais sublime virtude: ser diverso. Isso até inclui o erro. Ainda assim, aceitar o outro é compreender suas tentativas de amadurecimento. É ter a plena consciência de que somos assim seres em evolução. Nada perfeitos.

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