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Somos parte daqueles que entenderam o pedido de Jesus para que trabalhadores fossem enviados para a seara branca, pronta para colheita.

25 julho 2010

Quem é capaz de entender as parábolas de Jesus?



O contrário do que alguns pensam, as parábolas que Jesus contava não eram para facilitar o que ele queria dizer. De uma forma sutil como Deus gosta de ser, as histórias em parábolas servem para nos fazer pensar. Isso é extraordinário, principalmente quando nós, como educadores, vivemos buscando didáticas miraculosas que façam com o que os alunos pensem. Somos resquício de uma ditadura e contemporâneos do capitalismo modelador. Tanto para um como para outro, pensar é risco de perda de poder.    
Então Jesus contava parábolas. Um dia, diante da multidão e sentado no barquinho na praia, começou a contar a história de um desastrado semeador que, mesmo antes de chegar à terra fértil, deixou cair pelo caminho, nas rochas e entre espinhos sua preciosa semente. Ninguém entendeu nada. O rosto ansioso da multidão que esperava de Jesus uma palavra de vida denunciava a frustração. Qual o sentido dessa história? Os discípulos, se aproximando de Jesus em particular, talvez com tom de crítica no sentido de dizer que Jesus não estava sendo objetivo o suficiente, perguntaram: “Por que usa parábolas para se comunicar com o povo?”
Daí em diante a resposta de Jesus é no mínimo intrigante. O povo não tinha o conhecimento dos mistérios do Reino de Deus. De quem não tem será tirado e quem tem será dado mais ainda. Embora essa lógica capitalista das riquezas – quem é pobre fica cada vez mais pobre; quem é rico, cada vez mais rico – não combine com a graça de Jesus, o sentido dela é divinamente perfeito, pois se refere a uma riqueza incorruptível: o conhecimento de Deus.
Os versos adiante (Mateus 13:14-15) dão conta disso. Sem o conhecimento,  as pessoas ouvem, mas não entendem; veem e não percebem. A razão disso é o coração é insensível e a má vontade para aprender. Conhecer a Deus é uma atitude de autonomia, uma busca pela verdade com a humildade de que nada que eu sou ou sei é suficiente para minha própria salvação. Eu preciso dEle, aprender dEle e buscar nEle  conhecimento. É esse sentimento que nos move a compreender as parábolas. Só assim podemos ver com os olhos e ouvir com os ouvidos; entender com o coração; receber a nova vida dEle num processo de cura.
Enfim, quem não busca o conhecimento de Deus, cada vez menos conhece a Deus. Quem busca o conhecimento de Deus, cada vez mais conhece os mistérios de Deus. Vamos, então, às parábolas?

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